quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Meio Ambiente e Movimento Estudantil

Diante de toda crise que o planeta vive e medindo o nível de atuação do movimento estudantil nos debates e intervenções na pauta que aborde o meio ambiente durante os últimos tempos, é necessário a partir de já, fomentar dentro do CES a discussão ambiental para que as nossas posturas e ações desenvolvam medidas estratégicas, afim de buscar em nossas lutas o desenvolvimento limpo e que este não comprometa mais ainda os fatores que compõem o ecossistema.

A complexidade dos ecossistemas brasileiros, carrega consigo uma riqueza energética provocadora de interesses em todos os setores da sociedade. Isso reflete na forma como as ações antrópicas podem gerar riquezas, mas também pressões maiores na desigualdade social conjuntamente com a degradação ambiental.

A discussão no movimento estudantil agora tem que ponderar: * a forma como esse modelo de educação sustentou a demanda dos padrões de consumo diante do crescimento demográfico e econômico; * e como um novo modelo de educação a ser inserido hoje vai garantir ao ambiente as condições necessárias para a qualificação do progresso, baseadas nos princípios de sustentabilidade.

A Agenda 21 mais do que nunca ganhou um sentido de urgência esse ano, e o movimento estudantil tem que cooperar como mecanismo de integração de ações para uma nova cultura política, capaz de gerir a sociedade e o estado de forma participativa mas mais do que isso concertativa propondo soluções duradouras para as questões ambientais. As incertezas científicas, prejudicam que as medidas tomadas assumam uma pertinencia ecológica. Mas para que as ações sejam massivas, elas precisam ser regionais e sistêmicas, e isso inclui agregação de conhecimento e tecnologia.

Precisamos mostrar para a Baixada Santista e para o Brasil que o movimento estudantil ainda está organizado e pode protagonizar e promover mudanças na sociedade como em 1968 diante a ditadura, foi as ruas e a democracia e falou mais alto. Não podemos deixar e devemos ser atuantes para que os interesses econômicos não atropelem as condições vitais do meio ambiente.

Segue um vídeo, um pouco sensacionalista, mas muito bonito!


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